domingo, 4 de dezembro de 2011
Dérbi vale taça após 12 anos, e Corinthians joga pelo empate para ser penta contra o maior rival Palmeiras
O último Corinthians e Palmeiras com volta olímpica remete ao Paulista de 1999, época em que os times rivalizaram até de forma continental e jogo que ficou marcado pela pancadaria generalizada após as famosas embaixadinhas de Edílson. Agora, doze anos e meio depois, o dérbi volta a ter um significado decisivo confirmando a expectativa do anúncio da tabela do Brasileiro: palmeirenses e corintianos se enfrentariam na última rodada, e quis o campeonato que um deles dependesse do resultado para ser campeão, enquanto o outro, obviamente, junta forças para estragar a festa do maior adversário histórico.
Quem joga pelo troféu é o Corinthians, que tem a expressiva vantagem de dois pontos sobre o segundo colocado Vasco na rodada final. Um empate, portanto, dá o pentacampeonato ao clube de Parque São Jorge sem depender da partida do concorrente - por consequência, sem precisar esperar a partida do Rio de Janeiro caso o jogo no Pacaembu termine antes, como já aconteceu os corintianos na última semana, quando viram a taça escapar com um gol vascaíno marcado após a vitória do clube paulista sobre o Figueirense em Florianópolis.
"Não vamos jogar pelo empate. Temos de pegar tudo que fizemos até aqui e repetir. Sabemos que o clássico é um campeonato à parte e o Palmeiras é um dos nove, dez times que tinha plantel para brigar pelo primeiro lugar", avalia o técnico Tite, que precisou fazer três mudanças no time durante a semana: Ralf e Danilo se tornaram desfalques no último jogo, quando receberam o terceiro cartão amarelo; Emerson, julgado pelo STJD, pegou um jogo de suspensão por pisar num jogador do Avaí em partida disputada em outubro e também virou baixa já na quinta-feira.
Duas alterações foram mais fáceis de definir: Alex, 27 jogos na campanha, e Jorge Henrique, 30, surgiram como opções óbvias por serem peças tão importantes no elenco corintiano. Já Wallace, 15 jogos, ganhou a disputa com Moradei, 8, como explica o treinador. "Fui assistir jogos dele como volante pelo Vitória. Além disso, ganhamos em estatura, e o Moradei não jogou depois da lesão".
Do lado do Palmeiras, o técnico Luiz Felipe Scolari tem todo o elenco à disposição e conta ainda com uma possível volta de Marcos, que foi liberado pelo departamento médico e pode ao menos aparecer no banco de reservas. Sobre o jogo, porém, o comandante tratou de minimizar a rivalidade antecipando o Corinthians como campeão brasileiro e tirando a responsabilidade dos jogadores palmeirenses em impedir a glória do adversário.
"É um jogo normal para nós, claro que dá uma motivação a mais por ser um clássico. Por ser fim de campeonato, pode nos levar à condição de terminar o ano com a vitória", diz Felipão. O Palmeiras, depois de conturbado momento que culminou na saída de Kléber, vem de dois bons resultados no campeonato, acabando com a pequena ameaça de rebaixamento que ainda rondava o clube: venceu o Bahia fora de casa e bateu o São Paulo em clássico no domingo passado.
Em partidas disputadas entre as duas equipes que valeram título entre Campeonato Paulista, Torneio Rio-Sâo Paulo e Campeonato Brasileiro a vantagem é palmeirense, seis a cinco. A única final de torneio nacional, o Brasileirão de 1994, também ficou do lado verde e branco; as duas últimas decisões, porém, ficaram com o Corinthians: os estaduais de 1995 e 1999.
FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS x PALMEIRAS
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo
Data: 4 de dezembro de 2011, domingo
Horário: 17 horas (de Brasília)
Árbitro: Wilson Luiz Seneme (SP)
Assistentes: Émerson Augusto de Carvalho, Marcelo Carvalho Van Gasse (ambos de SP)
CORINTHIANS: Júlio César; Alessandro, Paulo André, Leandro Castán e Fábio Santos; Wallace, Paulinho e Alex; Jorge Henrique, Willian e Liedson.
Técnico: Tite
PALMEIRAS: Deola; Cicinho, Thiago Heleno, Leandro Amaro e Gerley; Márcio Araújo, Marcos Assunção, Patrick e Valdívia; Luan e Ricardo Bueno.
Técnico: Luiz Felipe Scolari
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